Em 1645, durante o período da ocupação holandesa no Nordeste, o território que hoje corresponde ao Rio Grande do Norte foi palco dos massacres de Cunhaú e Uruaçu. Os ataques ocorreram em meio a intensos conflitos políticos, territoriais e religiosos entre portugueses, holandeses e povos aliados. Colonos portugueses e indígenas convertidos ao cristianismo foram mortos de forma violenta, tornando o episódio um dos mais dramáticos da história colonial potiguar.
O massacre de Cunhaú aconteceu no atual município de Canguaretama, enquanto o de Uruaçu ocorreu na região onde hoje está São Gonçalo do Amarante. As mortes foram motivadas principalmente pela resistência local ao domínio holandês e às imposições religiosas calvinistas, em confronto direto com a tradição católica predominante na região. Esses eventos revelam a complexidade das disputas coloniais no Nordeste brasileiro.
Séculos depois, os mortos passaram a ser conhecidos como os Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Em 2017, eles foram oficialmente canonizados pela Igreja Católica, reforçando a importância histórica e simbólica do episódio. Atualmente, os massacres são amplamente estudados e lembrados como parte fundamental da formação histórica, cultural e religiosa do Rio Grande do Norte.